sexta-feira, 23 de março de 2012

Lídia & Ernesto - 2

Pronto, deram-me alento para continuar a história deste vulgaríssimo casal – Ernesto e Lídia.

Certo dia, Lídia decide que o Ernesto se veste de forma muito formal, e tanto lhe enche os cornos que ele acaba por ceder. Vão ao shopping comprar umas calças de ganga e um pólo, daqueles todos Xpto que custam o olho do cú.

Chegam à loja, Lídia cumprimenta a empregada e segue disparada para as prateleiras e começa a mostrar-lhe vários tipos de pólos. Um porque é não sei quê, outro porque é lindo e é azul, outro porque tem uma gola fantástica, outro porque o caralho a quatro! Ela fala, fala, fala e age de forma um pouco nervosa.

Ernesto segue-a qual autómato e como qualquer homem normal, não percebe nada. Resigna-se e apenas emite uns “hum hum” enquanto olha em seu redor prestando atenção a tudo menos aos cabrões dos pólos.

Analisemos agora esta situação. Até agora, parece ser uma cena perfeitamente normal. Todos sabemos que as gajas falam para caralho e que os homens estão-se cagando para a roupa. Mas o que de facto se passa aqui é o que passo a explicar:

Lídia entra na loja e automaticamente, tipo scanner, analisa a empregada. Numa fracção de segundos repara que ela tem um sinal com um pelo perto da orelha e que tem um dente ligeiramente encavalitado. No entanto, ao descer os olhos, vê que a gaja tem alto par de mamas e um decote quase até à xerifa. Pensa para consigo: “olha-me este putão! Deve pensar que assim vende melhor!”.

Ernesto por sua vez, ao olhar em redor da loja com o ar mais ausente do planeta, passa as vistas na empregada e deixa que a sua cabeça siga o contorno da loja (exageradamente mas para disfarçar, lógico) embora seus olhos fiquem fixos na empregada. Enquanto o faz pensa: “Dasse, que grande mamalhal!”.

Rapidamente Lídia agarra-o no braço e puxa-o para si quase esfregando a merda do pólo nas ventas. Ernesto diz:  “Oh querida já vi, é lindo”.

Lídia segreda-lhe ao ouvido: “Vi muito bem que estavas a babar-te a olhar para aquele coirão. Ernesto, se tornas a olhar ficas sem foder durante 1 mês e torço-te a tomatada aqui e agora”.

E neste momento, Ernesto percebeu que está fodido, porque mesmo que diga que não olhou, Lídia vai insistir. Está perante o tenebroso dilema de qualquer homem: se disser que sim, tá fodido, se disser que não, fodido está.

Saem da loja com um “boa tarde e obrigada” mais forçado do mundo. Lídia sorrindo para a empregada (com aquele sorriso dos desenhos animados onde sempre faísca um dente) e Ernesto com os cornos baixos rosna um “tarde” e prepara-se para a tortura que o espera. Dá o primeiro passo já fora da loja e pensa “foda-se....”.

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